Enquanto o mundo testemunhava o lançamento de álbuns do Black Sabbath, Metallica, Iron Maiden, R.E.M., A-ha, a estreia da banda Beastie Boys, além do nascimento da Nova Rainha do Pop Lady Gaga... E no Brasil, Legião Urbana, Engenheiros do Hawaii, Titãs, Capital Inicial e Paralamas do Sucesso lançavam álbuns tidos como obras-primas do rock nacional, na gélida Itiruçu - pequena cidade do sudoeste baiano - nascia Micheli Cardoso.

   
      A infância do jovem escorpiano foi marcada pelo contato intenso com a música, o teatro e a literatura. Nascido numa família literalmente melódica, ele não foi uma oposição às influências. Assim como o ídolo Axl Rose, Mikeli cantou no coral da igreja e também escapou dela. Ouvindo clássicos do rock e do pop mundial na coleção de vinis de seus pais, a jovem criança amadureceu e se interessou também pela variedade de idiomas que ouvia. Logo cedo, Mikeli se arriscou a escrever pensamentos, ideias, poemas... MÚSICAS! Desenvolvendo essas capacidades e alimentando toda a sua curiosidade acerca de múltiplos temas, o jovem Mikeli tornou-se o emblemático Mikeli Hub.

       A arpa foi o primeiro instrumento musical que Mikeli conheceu. Mas, foi ao piano que ele descobriu a sua música. Depois, se rendeu ao violão, guitarra... Aos poucos, foi desenvolvendo sua capacidade para o canto em variados gêneros, inclusive o lírico. Na adolescência, toda a sua rebeldia encontrou abrigo no ROCK N' ROLL e, deste modo, permanecem inseparáveis! 


       Em 1999, realizando o seu grande sonho juvenil, Mikeli ingressou num grupo de teatro ao lado de grandes amigos. Até então, a arte dramática era o único caminho que ele desejava seguir. No mesmo ano, ele começou a tocar numa banda de ritmos regionais, mas já sentia profunda necessidade de seguir um caminho próprio. Mais tarde, em 2001, Mikeli compôs suas primeiras músicas e escreveu textos variados, que marcaram o seu ingresso no universo literário. No ano seguinte, abandonou a banda e dedicou-se exclusivamente ao teatro, sem afastar-se do seu mundo musical. Continuou compondo e desbravando a atmosfera mística do teatro, poesia e filosofia, além de também dedicar-se às artes plásticas, chegando a participar de algumas exposições. 

      Foi em 2001, a partir de seu primeiro pop reggae – intitulado “Princípio” – que Mikeli Hub deu início à sua história fabulosa e conflitante com a música. Ideias diversos e cada vez mais peculiares permeavam suas letras e poesias. Mais tarde, em 2006, Mikeli começou a divulgar o seu trabalho na web. Naquela época, a internet começava a representar um novo horizonte para novos artistas. De degrau em degrau, Hub avançou rumo à realização de seu maior desejo: poder dedicar-se inteiramente à arte. Em meados de 2008, o jovem artista gravou algumas músicas autorais que compõem o seu primeiro EP Longe de Casa. Alguns sucessos de seu primeiro álbum lhe renderam mais de 100.000 acessos em sua página no Myspace e “Depois do Vinho” foi destaque no mais importante festival de música do sudoeste baiano. "A Rotina Que Domina”, “Longe de Casa” e “O Meio-Termo” também agradaram internautas famintos por novas sonoridades. 


      O fascínio pela música clássica; a devoção à banda U2; a admiração por ícones como Michael Jackson e Madonna, além de ídolos nacionais que vão desde os conterrâneos Gilberto Gil e Raul Seixas até Legião Urbana e O Rappa, influenciaram o som alternativo que Mikeli Hub apresenta hoje. Desde meados dos anos 2000, Mikeli tem defendido o indierock no Brasil e, desde então, seu nome tem sido vinculado a outros artistas do cenário alternativo como MGMT, Arcade Fire, Empire of the Sun, The Killers, Remy Zero, Youth Group etc. Seus hits “Angel”, “Volta da Revolta” e “Toda Vida”, principais faixas do álbum autobiográfico Volta da Revolta, representaram o cerne de seu trabalho musical mais conhecido. Desde 2012, Mikeli Hub tem o selo da gravadora americana OneRPM, que distribui suas músicas para todo o planeta. 


      Em 2015, Mikeli lançou o álbum autoral IDentity, com letras em inglês (disponível apenas para o público norte-americano). Nele, o artista celebrou os ritmos que fazem sucesso nas periferias das grandes metrópoles brasileiras, como funk e hip hop. Dois anos depois, Mikeli volta a surpreender ao lançar mais um álbum autoral: IDentidade. Dessa vez, com letras em português. Em IDentidade, Hub radicaliza e mergulha nas águas tropicais dos ritmos nordestinos e, principalmente, baianos. Esse reencontro despretensioso com suas próprias raízes revela a ousadia e o pioneirismo desse mestiço imprevisível. Mas, o que ele ainda pretende? O que o destino reserva para esta página biográfica? Estamos prestes a descobrir.